Mais vodka e menos amor
Bem ou mal, ela sente tua falta. Evita deitar na cama pra não notar que ela duplicou de tamanho sem você ali, tenta não olhar para aquele canto da sala onde vocês tiveram o melhor beijo de todos. Ela sente falta da tua camisa jogada no canto do quarto, e do teu cheiro na almofada que fica sobre o sofá. Ela se tortura recordando o som da tua risada e sorri junto com todas as tuas malditas lembranças. Ela olha pela varanda, encara a esquina onde você sempre apontava e se pergunta “porque?”. Ela continua verificando teu status e tuas fotos. Nunca se esqueceu de pedir por você nas orações antes de dormir, porque ela sabe que você sempre precisou de um pouco mais de atenção e de cuidado e ela ainda tenta cuidar de você, mesmo que mentalmente, mesmo que de longe. Ela ainda ouve todas aquelas músicas que possuem um pedaço teu, ou uma lembrança tua, pensa em você novamente e chora, chora porque apesar de tudo continua presa e conectada por um fio de saudade, uma saudade interminável, imensa e doentia de tudo aquilo que foi tão maravilhoso, de tudo aquilo que você estragou e destruiu. Bem ou mal ela sente tua ausência, e por bem ou por mal, ela tem que aceitar que acabou.
~ O fim do amor é inaceitável. (via sorriso-so-risos)
Que minha solidão me sirva de companhia. Que eu tenha a coragem de me enfrentar. Que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.
~ Clarice Lispector.  (via inverbos)

Que seja bom, que me traga paz, que me leve além, amém.

Não pode chover o tempo todo. O céu não pode cair para sempre. E embora a noite pareça longa, suas lágrimas não podem cair para sempre.
~ O Corvo.  (via desatou)
Pela manhã pensei em todas as outras vezes que tentei lhe dizer adeus e não deu certo. Nunca me compreendi bem por causa disso, porque sempre estava certa do que devia ser feito, firme na minha decisão e preparada para a dor, mas então você estragava tudo com seu jeito carinhoso e me fazia esquecer da minha insegurança e das minhas determinações. Até mesmo quando eu jogava limpo e dizia que queria ir embora para poupar sofrimento futuro, você contornava e era no seu ‘eu te amo’ que eu percebia que talvez nunca conseguiria te dizer adeus. Por isso me declaro fraca, e mesmo que me digam e provem o contrário, que sou forte, vou continuar afirmando que sou fraca. Pois eu fiz da minha fortaleza meu ponto fraco e não consigo viver sem. Não consigo viver sem você.
~ Epístolas para Ben. (via cuidei)
Gostoso mesmo é quando tudo acontece por acaso. Sem data, sem horário, apenas coincidências, ou então destino.
~ Jô Soares. (via alentador)
Talvez a sua falta aumente durante a madrugada, era justamente nesse horário que sentíamos que a cada dia mais precisávamos um do outro.
~ Gramaticas.  (via gramaticas)
Mas de uns tempos prá cá, meio que sem querer, alguma coisa aconteceu.
~ Legião Urbana. (via alentador)
Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre. Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente? Não sei de onde tiraram esta idéia: morrer. A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente. De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis. Qual é? Morrer é um cliche. Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida. Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas. Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira. Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu. Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer. Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã. Se faz check-up regulares e não tem vícios, morre do mesmo jeito. Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas. Ok, hora de descansar em paz. Mas antes de viver tudo, antes de viver até a rapa? Não se faz. Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero. E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.
~ Pedro Bial, vale a pena ler. (via inverbos)
Para de ser bobo, você não precisa correr atrás, quem realmente está interessado corre em sua direção.
~ Gramaticas.
(via sintonizo)
Eu sou um rascunho de uma historia mal contada sobre o amor.
~ Lucas Katsuro  (via acrescentada)
Meu coração está blindado para certos amores que o destino me oferece
~ Mariângela G.  (via sorriso-so-risos)
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